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Sindicarne - Goiás

Cosalfa decide em Pirenópolis as novas metas contra a aftosa no Continente

Cerca de 18 países estão sendo representados em Pirenópolis-GO durante a Cosalfa-44 que é a Comissão Sul Americana de Luta Contra a Febre Aftosa. O evento com duração de dois dias, começou nesta quinta-feira. Nesta sexta serão divulgados os planos de trabalho com vistas à retirada da vacinação contra a febre aftosa em vários regiões da América do Sul, principalmente o Brasil que luta por este status há anos.

Já se sabe que essa suspensão da vacina não vai ocorrer de imediato. É preciso que etapas sejam cumpridas. Até lá, as campanhas de imunização serão preservadas. O que está definido oficialmente é que a vacina não será mais a tríplice ou seja, não combaterá mais  o vírus tipo “C” da doença. Ela será bivalente inclusive com redução do volume a ser aplicado. Cairá de 5 para 2 ml.

Presidente do Fundepec, Alfredo Luiz Correia, discursando na abertura oficial da Cosalfa

Goiás, que está há 22 anos sem foco de febre aftosa, busca o status de área livre da doença sem vacinação. Como faz fronteira com 5 estados, Minas Gerais, Bahia, Tocantins, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, a possibilidade é de que esse bloco tenha o mesmo privilégio, no que concordam vários pecuaristas. Isso porque é preciso que o trânsito de animais seja contínuo e seguro ou seja, Goiás vendendo e comprado animais de vizinhos.

Um grupo imenso de trabalho está concentrado em Pirenópolis ouvindo técnicos de todos os países presentes pertencentes a órgãos públicos e entidades privadas. São passadas a todos informações oficiais sobre as condições sanitárias atuais de cada países que se faz representar. Em cima desses dados, são feitos novos planejamentos de trabalho todos ligados ao combate à febre aftosa. A partir daí é que se oficializa se uma determinada área pode estar ou não em condições de receber o status de livre da aftosa com ou sem vacinação.

Todas essas metas serão divulgadas nessa sexta-feira e os participantes opinam no sentido de que a próxima Cosalfa, – a de número 45,- cujo local ainda não foi decidido, terá muita coisa a ser mostrada a partir do novo plano de trabalho.

Posição do Ministério

Guilherme Marques, do MAPA: “O Brasil não deve usar a vacina como uma muleta. Tem que evoluir mais e buscar o status de livre da aftosa sem vacinação.”

O Ministério da Agricultura levou para a mesa de discussão suas reivindicações. O Diretor do Departamento de Saúde Animal, Guilherme Marques explicou que o Brasil não pode viver para sempre realizando campanhas de vacinação e que “essa iniciativa não pode se transformar numa  espécie de muleta para que o País atinja metas de alta qualidade sanitária de seu rebanho na busca de mercados cada vez mais competitivos.” Porém, concorda também que a retirada tem que ser gradual em áreas que apresentem sólida segurança sanitária do rebanho bovino e bubalino.

Imprensa Fundepec Goiás Texto e Fotos